10/09/2009

Subindo a Escada... (no que eu acredito?)

Uma vez uma pessoa me perguntou em que eu acreditava. Na hora eu não respondi nada significativo, ou mesmo coerente. Lembro da expressão de desapontamento velado que essa pessoa me devotou.

Existe uma expressão em francês: L’Esprit d’Escalier. O espírito da escada. Acho que não há palavra correspondente em nossa língua. É tipo, bom, as coisas inteligentes que a gente só pensa em dizer depois que se mandou. Todas as coisas bacanas que queria ter dito na hora.Então, eu estava subindo a escada aqui de casa e pensando:

Posso acreditar em coisas que são verdade e posso acreditar em coisas que não são verdade. E posso acreditar em coisas que ninguém sabe se são verdade ou não. Posso acreditar no Papai Noel, no coelhinho da Páscoa, na Marilyn Monroe, nos Beatles, no Elvis e em Shakespeare. Ouça bem... eu acredito que as pessoas evoluem, que o saber é infinito, que o mundo é comandado por cartéis secretos de banqueiros e que é visitado por alienígenas regularmente – uns legais, que se parecem com lêmures, e outros maldosos, que mutilam gado e querem nossa água e nossas mulheres. Acredito que o futuro é um saco e que é demais. Acredito que todos os políticos são uns canalhas sem princípios, mas ainda assim melhores que as outras alternativas. Acredito que sabonetes anti-bactericidas estão destruindo nossa resistência à sujeira e às doenças, de modo que algum dia todos seremos dizimados por uma gripe comum. Acredito que os maiores escritores do século passado foram Robert E. Howard, Tolkien, e John Steinbeck, e que jade é esperma de dragão cristalizado. Que numa vida passada eu fui um cavaleiro templário de um braço só que trocou a guerra por uma mulher, e que em outra eu me isolei numa floresta e morri de inanição perto de uma árvore de maçãs. Acho que o destino da humanidade está escrito nas estrelas, que o gosto dos doces era mesmo melhor quando eu era criança, que aerodinamicamente é impossível para uma abelha voar, que a luz é uma onda e uma partícula, que tem um gato em algum lugar dentro de uma caixa que está vivo e morto simultaneamente – apesar de que se não abrirem a caixa e alimentarem ele, o gato só estará morto de duas maneiras diferentes. Que o amor existe mesmo Que existem estrelas no universo bilhões de anos mais velhas que o próprio universo, que existem formas de vida imortais que sobreviveram a destruição do universo que veio antes do nosso. Acredito em um Deus pessoal que cuida de mim e que supervisiona tudo que eu faço, em um Deus impessoal que nem sabe que eu existo, que criou o universo e foi resolver seus próprios problemas. Acredito em um universo sem Deus, um universo de caos causal, em um passado tumultuado e pura sorte cega.

Em suma, eu acredito em tudo!...

E você no que acredita?

22/08/2009

Super-herói é vício

O texto abaixo foi retirado do site UniversoHq.com :

Podemos fazer todos os volteios possíveis, mas, no final, as desculpas só reforçam a teoria de que os quadrinhos de super-heróis hoje sobrevivem principalmente do vício e - como a maioria das indústrias que se apoiam nesse subterfúgio - são uma droga.

Os anos se passam, a qualidade dos quadrinhos do chamado
mainstreamdecai cada vez mais intensamente - salvo raras exceções -, mas as revistas continuam sendo publicadas mês a mês. Saga após saga, uma novela infinita é arrastada na tentativa de manter seus leitores fiéis comprando.

É certo que os números das vendas caíram, mas até isso reforça a ideia de um mercado sustentado basicamente por um público viciado nele.

As desculpas comumente apontadas pelas editoras para a redução do mercado são a diversificação dos meios de entretenimento, a pirataria, a redução geral do número de pessoas que se interessam por ler qualquer coisa e, claro, crises financeiras.
Veja bem, tirando os leitores mais voláteis, que deixam de comprar por uma ou mais dessas razões, quem sobra? O eterno fanboy viciado em super-heróis.

O
fanboy é aquele leitor ansioso, compulsivo, que tem a necessidade de ter todos os números das séries. Ele é até consciente de que sua revista preferida está muito ruim, porém é persistente. Acredita que uma hora vai melhorar.

Esse leitor "sabe" que será publicado um arco muito legal, que ele vai gostar e, para entendê-lo completamente, precisará ter lido tudo aquilo de chato que foi lançado antes.

Ele é cheio de desculpas para seu vício - como todo viciado que se preze.
Pode se ver como uma pessoa que passa por provações para ler uma ou outra boa história. Pode até ignorar os referenciais do que é bom ou ruim e passar a aceitar qualquer coisa. Começa a comprar quadrinhos "adultos",cults, undergrounds, entre outros, para dizer que aprecia todo tipo de HQ - mas, bem lá no fundo, o cara gosta mesmo é de super-heróis.

Alguns
fanboys até criam sites que oferecem os scans piratas de quadrinhos, páginas que parecem voltadas para outros leitores viciados. Pelo material disponibilizado e pelo discurso que essas pessoas reproduzem nos textos de apresentação, é fácil notar: esses sites atendem os mesmos anseios do vício dos colecionadores, que, mais do que falta de dinheiro para comprar as revistas, não têm a paciência necessária para aguardar o lançamento das edições no mercado nacional.

Como isso aconteceu? Como um dia acordamos e algo que deveria ser uma diversão, até um acréscimo cultural, virou uma droga?
Há histórias que se alongaram por décadas, sempre narrando mais ou menos a mesma linha de tempo de um punhado de personagens carismáticos. E esse formato surpreendente, que supera em número novelas, seriados etc., acabou criando uma estrutura de sustentação à sua volta.

Com o tempo, as editoras foram refinando esquemas de vendagem, distribuição, formato. São mecanismos que atingem até a parte criativa da produção das histórias, como a necessidade de "megassagas" periódicas para integrar todos os títulos da casa, mortes e renascimentos de personagens, reformulações de superequipes e por aí afora.

Quadrinhos de super-heróis sempre foram um gênero marcado pelo exagero, mas se antes isso estava presente na caracterização dos personagens, nas proezas de que eram capazes e nos conflitos que viviam, agora o que se exacerba é a espetaculização dos acontecimentos de uma revista, por mais dispensáveis que eles se mostrem mais adiante.
Esta é uma prática semelhante à de alguns programas sensacionalistas de televisão - arma-se um verdadeiro circo para tornar um fato efêmero em algo que prenda a atenção da audiência por um período maior.

As editoras não são menos viciadas do que os leitores, pois se agarram como se estivessem desesperadas a fórmulas que, mesmo sob críticas, dão certo a seus olhos - vide, por exemplo, tudo que foi dito sobre as séries semanais da
DC Comics nos últimos anos.

É claro que o leitor tem sua culpa nesse processo. Ele compra mais revistas nesses grandes eventos criados pelas editoras, fica sempre esperando a volta de certos personagens, enfim, referenda a estratégia das casas publicadoras.

Atualmente, apesar da participação significativa dos leitores em fóruns de discussão e coisas do tipo, a maioria parece acatar facilmente o que as editoras fazem com seus personagens, sem deixar de comprar, pelo motivo explicado no começo: a possibilidade de que aquilo seja importante numa trama futura.
Fazendo uma analogia com o futebol, poderia-se dizer que, nos quadrinhos, a torcida não derruba um técnico, por mais deficiências que ele mostre.

No caso do mercado norte-americano, isso é ainda mais difícil, porque as vendas são feitas por encomenda e sem direito de devolução por parte da loja. Portanto, uma boa expectativa sobre uma edição vale mais do que a qualidade da revista, pois o seu sucesso comercial muitas vezes é decidido antes de ela ser lida e julgada pelo público.

Diferentemente de um filme, que pode desandar e ir mal de bilheteria se as pessoas começam a falar mal da história, fazendo o boca a boca depois da estreia, um gibi de super-heróis tira proveito de um boca a boca prévio que nem sempre tem a ver com roteiro, estilo de arte, narrativa ou drama; apenas conteúdo informacional (quem morre/ressuscita, entra/sai da equipe), que vem por meio dos famigerados
spoilers.

Tudo isso leva a uma distinção do que é bom e do que é importante numa HQ de super-heróis. E os dois não significam a mesma coisa.
Sem querer entrar numa discussão subjetiva do que seja bom, muitas vezes os critérios estéticos ficam completamente de fora quando o assunto é uma edição que integra uma megassaga.

Por exemplo: os sites de
reviews norte-americanos são conhecidos por atribuir notas à "acessibilidade" de uma edição, a maneira como ela apresenta os fatos do enredo a um leitor de primeira viagem, mas falam pouco sobre como a trama pode mexer com as emoções desse cada vez mais raro leitor aventureiro.

No fim das contas, aquela substância que viciou tantos leitores alguns anos atrás começa a perder a força, diluindo-se em meio a outras coisas. Até o ponto em que aqueles que ainda consomem suas doses mensais o fazem mais pelo hábito do que pelo vício, sem perceber que já não há mais prazer nas "viagens".

Diego Figueira e Zé Oliboni são viciados em super-heróis e distribuem suas doses desses no Universo HQ e no Pop Balões..

11/08/2009

Com as bênçãos da Dama de Ferro

Nossa história começa, como um romance de Sinclair Lewis, na sombreada rua morta de uma sonolenta mas prospera cidade atual.Era uma manhã de segunda-feira, fechada, no início de agosto de 2009. Não havia muita coisa nos jornais, a não ser queixas sobre um ladrão de bicicletas e relatos de uma doença afetando a cidade. Uma grande faixa entre as colunas coríntias de uma biblioteca imaginária anuncia um novo Empréstimo pela Liberdade. O primeiro sinal de perturbação naquele dia claro foi a súbita aparição de uma única nuvem cúmulo-nimbo, alta como uma torre.

Sabe, às vezes sinto que estou destinado a ficar sempre nos bastidores quando se desenrolam as cenas principais no palco. Que Deus me tornou vítima de alguma brincadeira de mau gosto de proporções cósmicas, me dando pouco mais do que uma ponta na minha própria vida. Ou sinto às vezes que meu papel é simplesmente de espectador das histórias dos outros, e sempre saio andando a esmo no momento culminante, virando uma esquina ou simplesmente dando as costas exatamente na hora do desfecho.

Isso é um pedido de desculpas, devia explicar, porque estou para contar uma história que não sei como termina, e que pela primeira vez traz esse que vos fala como protagonista.

Há momentos na vida que valem mundos inteiros, e momentos que são tão carregados de emoção, que de alguma forma se tornam eternos. Lembro de acordar naquele dia e olhar para a parede de meu quarto, percebendo o espaço vazio onde devia figurar um pôster surrado de Margaret Tatcher, algo que revela minhas posições políticas conservadoras. De alguma forma aquele espaço vazio parecia tão significativo, tão especial, que agora eu me pergunto o que de fato aquele pôster fez lá tanto tempo. Aquele espaço vazio era uma parte de mim que faltava, uma parte do meu coração ou algo assim, nunca sei ao certo.

Eu me levantei e fui até o armário, olhando para os meus livros e revistas, postos metodicamente em ordem alfabética ao lado dos dvd’s. Eu estava procurando aconselhamento para questões de amor, o que eu sempre achava numa bela foto da dama de ferro, que antes fulgurava na parede. Na pagina 305 do velho livro de história eu encontrei.

Tinha olhos penetrantes e muito inteligentes, olhos que certamente teriam sustentado o meu olhar de um jeito firme e decidido se eu não evitasse deliberadamente encará-la, preferindo, em vez disso, assimilar os detalhes de sua pele clara e ligeiramente sardenta, e seus cabelos abundantes cor de cobre. Ela sorria para mim, não abertamente, só o suficiente para mostrar um pouquinho dos dentes bonitos e uniformes, e me fazer sentir que precisava retribuir, por mais difícil e estranho que isso pudesse ser.

Ela é como uma figura mítica com quem eu converso quando tenho coisas a decidir, sentimentos e fatos sobre os quais pensar, assim como existem homens que só conseguem se concentrar em lugares especiais, só deles; eu consigo me concentrar ao máximo, consigo realmente pensar, enquanto encaro aquela mulher. Longe de ser bonita, mas com certeza imponente.

Eu vinha me perguntando sobre meus sentimentos, sobre o amor e sobre tanta coisa que é difícil de expressar com palavras, mas fácil de fervilhar na superfície de nossas mentes.

“Fale, meu jovem, o que te aflige?” pude ouvi-la em minha cabeça. Não sabia o que dizer, a não ser a verdade mais profunda do meu coração: eu estava amando alguém como nunca antes tinha acontecido. Eu sou às vezes tão destrambelhado, sincero, irônico, ingênuo e, porque não, cínico, que sinto que sufoco as pessoas de quem eu gosto. Como por exemplo, essa garota por quem me descubro apaixonado. Ela é mais velha, bonita, inteligente e engraçada, como é que alguém assim se interessa por mim? Sei lá. Nem ela sabe se está interessada mesmo. (É estranho como alguém que tenciona ser escritor não consegue nem ao menos descrever uma pessoa querida...).

“Seja apenas verdadeiro, sincero, gentil! Mas seja vigoroso e forte! Massacre os inimigos com punhos de ferro, e nunca perca as rédeas de seu próprio destino!” é exatamente o que a dama de ferro me disse. “Filho, você tem que aprender a se impor, tem que ser melhor que os outros. Tem que ser firme! E não titubear”, continuou ela sem me dar atenção, “ porque as palavras só fazem soprar um hálito gelado sobre o calor das ações.”

Margaret Tatcher sempre cita Shakespeare nos momentos mais oportunos, quando eu preciso ouvir aquela voz familiar e inspiradora, que se revela no fundo como sendo a minha própria. Estava decidido, eu lutaria por aquilo que eu queria, eu declararia meus sentimentos aos ventos, e buscaria a todo custo à felicidade.

Lembro da sensação de liberdade e alívio que eu senti, lembro do gosto amargo na boca de quem acaba de acordar, lembro daquela sensação indescritível no fundo do peito que a pequena Dorothy, e Totó, deve ter sentido ao se descobrir novamente no Kansas.

Eu tinha a benção de quem eu mais queria para agir, a benção de mim mesmo, ou como gosto de pensar: a benção da dama de ferro!!!

(CONTINUA... com promessas de maiores explicações sobre essa coisa toda... )

05/08/2009

Top 100 fimes de Sci-Fi, do site TOTAL SCI-FI

1) Blade Runner (1982)
2) 2001: A Space Odyssey (1968)
3) Star Wars (1977)
4) Alien (1979)
5) Metropolis (1927)
6) The Day the Earth Stood Still (1951)
7) The Terminator (1984)
8) Planet of the Apes (1968)
9) E.T. (1982)
10) Solaris (1972)
11) Close Encounters of the Third Kind (1977)
12) Forbidden Planet (1956)
13) The Empire Strikes Back (1980)
14) A Trip to the Moon (1902)
15) Aliens (1986)
16) Silent Running (1972)
17) Brazil (1985)
18) Akira (1988)
19) Star Trek II: The Wrath of Khan (1982)
20) Total Recall (1990)
21) The Matrix (1999)
The Wachowski
22) Tron (1982)
23) The Thing (1982)
24) RoboCop (1987)
25) Jurassic Park (1993)
26) Invasion of the Body Snatchers (1978)
27) A Clockwork Orange (1971)
28) The Fifth Element (1997)
29) La Jetée (1962)
30) Sleeper (1973)
31) The Fly (1986)
32) Terminator 2: Judgement Day (1991)
33) Westworld (1973)
34) Mad Max 2 (aka The Road Warrior) (1981)
35) Return of the Jedi (1983)
36) Back to the Future (1985)
37) WALL-E (2008)
38) The Fantastic Planet (1973)
39) The Man Who Fell to Earth (1976)
40) Things to Come (1936)
41) 20 Million Miles to Earth (1957)
42) The Abyss (1989)
43) Quatermass 2 (1957)
44) This Island Earth (1955)
45) Eternal Sunshine of the Spotless Mind (2004)
46) Delicatessen (1991)
47) Dark Star (1974)
48) The Andromeda Strain (1971)
49) The Omega Man (1971)
50) Stalker (1979)
51) Tetsuo: The Iron Man (1989)
52) Escape from New York (1981)
53) The Invisible Man (1933)
54) It Came From Outer Space (1953)
55) Godzilla (1954)
56) Invasion of the Body Snatchers (1956)
57) Minority Report (2002)
58) Alphaville (1965)
59) Gattaca (1997)
60) The Fountain (2006)
61) Them! (1954)
62) Videodrome (1983)
63) Logan’s Run (1976)
64) Ghost in the Shell (1995)
65) Repo Man (1984)
66) Children of Men (2006)
67) Star Trek VI: The Undiscovered Country (1991)
68) Outland (1981)
69) A Boy and his Dog (1975)
70) Mad Max (1979)
71) Donnie Darko (2001)
72) Soylent Green (1973)
73) Cube (1997)
74) Moon (2009)
75) Dark City (1998)
76) Starship Troopers (1997)
77) A Scanner Darkly (2006)
78) The Quiet Earth (1985)
79) Invaders From Mars (1953)
80) Fantastic Voyage (1966)
81) Barbarella (1968)
82) Fahrenheit 451 (1966)
83) Twelve Monkeys (1995)
84) Event Horizon (1997)
85) Independence Day (1996)
86) Altered States (1980)
87) The Stepford Wives (1975)
88) Serenity (2005)
89) Dune (1984)
90) Primer (2004)
91) Explorers (1985)
92) THX 1138 (1971)
93) Star Trek (2009)
94) Flash Gordon (1980)
95) Galaxy Quest (1999)
96) Cocoon (1985)
97) Stargate (1994)
98) Predator (1987)
99) Trancers (1985)

100) Rollerball (1975)

03/08/2009

Jesus Cristo Superstar!!!

Estava dando uma olhada no site omelete, e me deparei com a noticia de que hollywood quer refilmar o músical Jesus Cristo Superstar. Parece que após o sucesso de Mamma mia! os executivos decidiram apostar no gênero e refilmar a peça teatral que chegou a virar filme em 1973.
Para tanto, o estudio está contratando o diretor Marc Webb, cujo filme (500) days of summer vem fazendo fãs por onde passa.
A opera rock opõe Judas e Cristo com base na narração dos evangelhos da ultima semana da vida de Jesus, começando com sua chegada a Jerusalem e terminando com sua crucificação. Atitudes e girias modernas pontuam as letras, em que Judas surge como uma figura trágica insatisfeita com a aura de astro que Jesus adquiriu.

Essa noticia me de a idéia de lembrar um pouco do filme de 1973, com Ted Neely, Carl Anderson e Yvonne Elliman. Que foi indicado ao Oscar de melhor trilha sonora, recebeu 6 indicações ao Globo de Ouro, e ganhou o BAFTA de melhor trilha sonora.
O primeiro ponto a se comentar do filme é a visão que tem de Cristo, mostrado como um jovem hippie. É um filme belíssimo, que necessita de uma visão não tão religiosa, mas mesmo tendo essa visão, ele ainda é capaz de encantar o expectador.

O filme apresenta duas músicas que até hoje ecooam em minha mente: Heaven on their minds e Superstar.

Listen Jesus to the warning I give Please remember that I want us to live So come on, come on, listen to me.

Esse é o começo do filme, com Judas em um monólogo que fala de Cristo, querendo avisá-lo de que os romanos se enfureceram, mas não sendo ouvido... como ele cantava bem...

Listen, Jesus, to the warning I give.
Please remember that I want us to live.
But it's sad to see our chances weakening with every hour.
All your followers are blind.
Too much heaven on their minds.

Foi um grande filme, quem puder ver, é uma boa pedida! Corra na locadora se puder, pois este é um filme que só pela trilha sonora já merece uma nota: 9,0!

....

"E se você estiver me ouvindo, você é da resistência!"

24/07/2009

Coisas Abomináveis

Sem dizer das outras 8329 coisas abomináveis, das quais não tenho tempo de me lembrar nesse instante, eu denuncio na vida moderna os seguintes crimes contra a criatura humana:

Sala e espera de ministério público, de banco, de médico, de dentista, sobretudo quando uma réstia de sol morno e antipático bate em nossa cara; atraso de ônibus, sobretudo quando se está sozinho no ponto final do mesmo; menino de nariz sujo ( menina então nem se fala); gol do time adversário no ultimo minuto; a penúltima hora em uma viagem, em qualquer meio de transporte; verificar que o prato pedido no restaurante está intragável; bebida ostensivamente falsificada; domingo às seis horas da tarde, quando não passa na TV e você está sozinho em casa; delegacia de polícia, em qualquer circunstância; prostituta sem dentes; falso malandro; sujeito falsamente importante; fila de elevador; elevador propriamente dito; bafo de respiração em nossa nuca dentro do elevador, ou do ônibus; moça que não sabe que mulher só pode falar um palavrão por semana; aviso de banco; gerente de banco; caneta com tinta acabando; pobre bajulando rico; rico bajulando pobre; rir com exagero da anedota contada por um professor (ou patrão, dá na mesma); campainha de telefone de madrugada; esperar um telefonema com ansiedade, e vai atender, é engano; cachorro latindo em nossas pernas; cara de falsa modéstia; discurso em geral, mais notadamente, os empolados e compridos; apartar briga em espanhol; brigar em francês; amar em alemão; ser puxado por alguém para dançar; enjôo de mar ( que chega a ser mais forte que amor de mãe); jornal largando tinta; poesia declamada por mulher gorda ou magra demais; ser chamado de “bichão”, ou de “batuta”, por pessoas que não tem intimidade conosco; beliscão; o segundo beliscão; conta de restaurante, ou boate, sobretudo quando o cavalheirismo nos obriga a pagar sem checar o roubo; gente nos empurrando de leve ( com força é mais que abominável);esquecer a carteira em casa; atendente de telemarketing, sobretudo as fanhas ou com problemas graves de dicção; telefonista-chefe de serviço de telemarketing; perder dinheiro; achar dinheiro e o dono aparecer na mesma hora; araponga em tarde de dor-de-cotovelo; serra circular em dia de ressaca; ressaca em dia de serra circular; queda ridícula em via pública; ser apresentado mais de treze vezes a uma mesma pessoa; não reconhecer uma pessoa que já nos foi apresentada; pessoa que nos diz “você não se lembra de mim”, e não conta; batida de automóvel na hora de engarrafamento; mão suada; sujeito que adora falar mal línguas estrangeiras; sujeito que fala bem demais línguas estrangeira; mulher eia falando mal de mulher bonita; o abominável homem das neves.

Jonah Hex, bonequinhos e... Megan Fox!

Boa Tarde! Depois de mais um dia de aulas, e de estar na biblioteca a tarde inteira estudando embriologia, eu decidi postar umas besteiras no Blog mais safado da Internet!

Caramba, saiu o primeiro poster do filme do Jonah Hex! Putz, daí você pergunta: "mas quem diabos é Jonah Hex?", cara, Jonah Hex é somente o maior personagem de quadrinhos de western que já existiu, em detrimento do Tex, Magico Vento e toda essa turma de carcamanos!



Tá legal, deixa eu explicar quem é o Jonah...

Ele foi criado por John Albano e Tony DeZuniga, e apareceu pela primeira vez em All-Star Western #10. Basicamente, ele é um pistoleiro, um caçador de recompenças que tem o lado direito do rosto desfigurado! Ele é filho de uma prostituta que fugiu com um vendedor, o jovem Jonah se torna alcoolatra e acaba sendo adotado por um chefe apache após salvar o indio de um puma.

Após matar o próprio irmão em uma briga, o rosto de Jonah é desfigurado com uma machadinha para fazer em seu rosto "A Marca do Demônio", após isso ele viaja toda a América, incluindo a Latina, e chega a ir até a China! Antes de morrer em uma mesa de poquer, o pistoleiro é enviado ao futuro distante! Jonah já enfrentou de um tudo, desde de zumbis até ets! Seus principais vilões são o Camaleão, um ator que o culpa pela morte do filho; e o mexicano El Papagayo.

Cara, Jonah tem tudo pra ser genial! Só espero que esses pilantras de Hollywood não desfigurem o personagem so pra agradar o público médio!... Sacaram? desfigurem!

Mudando de assunto, foi lançado por esses dias uns bonecos de ação irados da nova saga do Lanterna Verde, Blackest Night! Saquem só esse aí que legal:


Ah, é verdade... eu disse que ia ter Megan Fox! Bem, é que essa cocota tá lançando um monte de filme nerd nos ultimos tempos, foi transformers, agora é Jonah Hex, tambem tem aquele que eu não lembro o nome, mas era uma merda... e tem tambem um tal de Susan's Body!

O que é Susan's Body? É, meu amigo, o próximo sucesso do cinema em termo de filmes de terror! A bagaça toda vai ser comandada pela Diablo Cody, aquela ex-stripper que só fez um filme: JUNO! ( Por falar em Juno, aquele cara que emprenhou a Ellen Page no filme vai fazer o Scott Pilgrim Contra o Mundo!... vamos torcer pra que seja bom!)

Daí tu vai me perguntar a história desse filme da Megan, e eu te respondo: ninguem tá nem aí! O filme se baseia somente na gostosona do momento... é só olhar os trailers e você vê isso!

Pra finalizar eu deixo para os onanistas de plantão, em especial meu amigo Fralda, uma foto da beldade:


Ps: eu fui ver o novo Harry Potter e estou preparando uma resenha pros próximos dias ( que provavelmente nínguem vai ler!)... já adianto que vou meter o pau em mais um filme!